Equipe de saúde ministra palestra sobre gravidez e ISTs na escola, após aumento de casos

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Aos 12 anos, alguns adolescentes já estão vivendo situações que, muitas vezes, chegam cedo demais: gravidez, paternidade e até doenças sexualmente transmissíveis. Foi diante dessa realidade, percebida no dia a dia da sala de aula, que a professora de Ciências Sidneya de Jesus Xavier decidiu pedir ajuda à equipe de saúde para conversar com os estudantes.

A iniciativa levou profissionais da Estratégia de Saúde da Família (ESF) do bairro Manaíra até o Colégio Estadual José Garcia Neto, onde os alunos do Fundamental II, participaram de uma palestra sobre gravidez na adolescência e Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), dentro das ações do Programa Saúde na Escola (PSE).

Segundo a professora Sidneya, o número de adolescentes grávidas aumentou de forma significativa e a situação tem chamado a atenção. Ela conta que atualmente acompanha cinco alunas grávidas e que alguns estudantes já vivenciam a paternidade e a maternidade ainda muito jovens.

“Eu tenho um aluno que é pai com 12 anos. Ele se tornou pai no ano passado. A gente conversa muito, eles têm confiança em mim e acabam me procurando para tirar dúvidas. Também já tive alunos me procurando com sintomas de doenças sexualmente transmissíveis. Por isso achei importante trazer a equipe de saúde para conversar com eles e orientar”, relata a professora.

Durante o encontro, a médica Maíra Cangusso conversou com os adolescentes de forma aberta e sem julgamentos. Ela abordou as mudanças da adolescência, comportamentos, relacionamentos e os cuidados necessários para evitar uma gravidez não planejada e as ISTs.

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A médica também explicou que a relação sexual desprotegida pode trazer consequências para a saúde e reforçou que informação é uma das principais formas de prevenção.

“É importante que os adolescentes tenham um espaço seguro para fazer perguntas e entender as consequências das escolhas que estão fazendo. A informação ajuda a prevenir uma gravidez não planejada e também as infecções sexualmente transmissíveis. Nosso papel é orientar, esclarecer dúvidas e mostrar que eles podem procurar a unidade de saúde sempre que precisarem”, destacou Maíra Cangusso.

O enfermeiro Marcelo Rodrigues também participou da atividade e falou sobre a importância da vacinação, dos métodos contraceptivos e das formas de prevenção das ISTs.

Para tornar a conversa mais leve e estimular a participação dos estudantes, ele realizou uma dinâmica com balões. Em cada balão havia uma frase relacionada ao tema. Os alunos estouravam os balões, liam as mensagens e comentavam o que pensavam. A partir das respostas, os profissionais complementavam as informações e esclareciam as dúvidas.

A atividade acabou se transformando em um momento de muita interação entre profissionais e estudantes, mostrando que falar sobre sexualidade, prevenção e saúde na adolescência pode ser uma conversa aberta, responsável e necessária.

Para a professora Sidneya, levar esse tipo de orientação para dentro da escola é uma forma de ajudar os adolescentes a fazer escolhas mais conscientes.

“Eles precisam dessa informação. Às vezes, uma conversa pode fazer toda a diferença. A gente quer que eles se cuidem, se previnam e entendam que existem consequências. Por isso essa parceria com a saúde é tão importante”, afirma.

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A ação reforça a importância da aproximação entre escola e saúde, levando informação diretamente aos adolescentes e criando espaços para que dúvidas sejam esclarecidas antes que situações de risco se transformem em problemas maiores.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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