Fertilizante verde se torna competitivo no Brasil e pode reduzir dependência de importações

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Produção nacional de fertilizante sustentável ganha viabilidade econômica

O Brasil começa a dar passos concretos rumo à produção de fertilizantes de baixo carbono, com custos cada vez mais próximos aos dos insumos produzidos a partir de gás natural.

Segundo um estudo do Instituto E+ Transição Energética, em parceria com o Rocky Mountain Institute (RMI), o país já reúne condições técnicas e econômicas para avançar na fabricação de fertilizantes sustentáveis, reduzindo impactos ambientais e fortalecendo a segurança produtiva.

Amônia renovável se torna alternativa competitiva

O levantamento mostra que projetos de amônia produzida com eletricidade renovável e biometano já apresentam custos competitivos em comparação com a amônia cinza (gerada com gás natural) e a amônia azul (que utiliza captura de carbono).

A competitividade é ainda maior em projetos híbridos localizados em áreas portuárias, onde há melhor integração logística e acesso facilitado à infraestrutura de exportação.

A amônia é o principal insumo na produção de fertilizantes nitrogenados e representa de 60% a 90% do custo final desses produtos.

Estudo foca nas condições brasileiras

O relatório destaca que a análise não compara os custos nacionais com os preços internacionais dos fertilizantes, concentrando-se exclusivamente nas condições internas de produção.

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Essa abordagem segue as diretrizes do Plano Nacional de Fertilizantes 2050 (PNF 2050), que busca reduzir a dependência externa e estimular a produção doméstica.

Atualmente, 97% dos fertilizantes nitrogenados utilizados no Brasil são importados, deixando o setor agrícola vulnerável à volatilidade dos preços internacionais. Em 2024, o déficit comercial do segmento chegou a US$ 4,3 bilhões.

Capacidade produtiva pode atender quase metade da demanda futura

De acordo com o estudo, a capacidade instalada atual e os projetos em desenvolvimento no país poderiam permitir a produção de até 3,8 milhões de toneladas de nitrogênio por ano, o que corresponde a 45% da demanda projetada para 2050.

Parte desse volume viria de fontes de baixo carbono, reforçando o potencial brasileiro para se tornar um produtor relevante de fertilizantes sustentáveis.

Descarbonização exige políticas e investimentos coordenados

Os pesquisadores ressaltam que o avanço do setor depende de políticas públicas integradas, investimentos privados, melhoria na infraestrutura logística e incentivos à demanda.

Com esses fatores, o país poderá reduzir riscos de abastecimento, aumentar a competitividade e fortalecer a segurança produtiva no longo prazo.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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